domingo, 22 de janeiro de 2012

Nuvens de Guerra... ou melhor, uma Tempestade!

Saudações a esta magnífica plateia!!!

Hoje teremos em nosso palco uma história que mistura suspense, ação e aventura... remetam suas mentes à produções hollywoodianas do tipo "Rambo", com todo o heroísmo e glória que cargas e cargas de testosterona bélica podem propiciar!!!

Aos que não "curtem" esses filmes (eu, particularmente, não gosto mais) adianto que a peça de hoje possui mais um elemento interessante: drama.


Bom, tudo começa com um senhor judeu da cidade de Ulm, na Alemanha e seu pensamento sobre as forças armadas: 
"A pior das instituições gregárias se intitula exército. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar aos sons de música, eu desprezo este homem... Não  merece um cérebro humano, já que a medula espinhal o satisfaz. Deveríamos fazer desaparecer o mais depressa possível este câncer da civilização. Detesto com todas as forças o heroísmo obrigatório, a violência gratuita e o nacionalismo débil. A guerra é a coisa mas desprezível que existe. Preferiria deixar-me assassinar a participar desta ignomínia."

Essa é a primeira cena pessoas. Começamos nossa apresentação com isso. Em seguida, o seguinte: 

O link acima conduz o nobre espectador a uma de vasto número de notícias que mostram claramente a formação de (mais) um palco de guerra no Oriente Médio. Muitos fatores servem de lastro para tanto, por exemplo, 80% das importações de gás natural liquefeito do Reino Unido passam pelo tal Estreito de Ormuz... pensem que o governo Americano já se posicionou delimitando as causas do conjecturado conflito: 
No domingo (8), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou que as autoridades americanas não deixariam o Irã desenvolver armas nucleares ou bloquear o estreito de Hormuz, área chave para o transporte do petróleo do Oriente Médio.
"Para nós, a linha vermelha para o Irã é não desenvolver uma arma nuclear, bem como bloquear o estreito de Ormuz", defendeu, durante entrevista à emissora de TV americana CBS. "Eles precisam saber disso: se eles derem esse passo, eles serão impedidos".

A história seria pacata até ai se não fosse um "pequeno" (o termo pode ser entendido em todos os sentidos, inclusive no cômico... pra descontrair um pouco : P) detalhe: China.
Ocorre que nossos amigos comedores de hambúrguer anunciaram uma mudança no posicionamento de alguns elementos bélicos, dando ênfase a ninguém menos que a China. Não demorou e sobreveio a sino-indignação: "Esperamos que os Estados Unidos fluam com a maré da época, (achei isso genial) e lidem com a China e os militares chineses de uma maneira racional e objetiva, que sejam cuidadosos em suas palavras e ações e façam o que for benéfico para o desenvolvimento das relações entre os dois países e suas forças armadas", afirmou o ministro."

Caríssimos! Um último elemento para elevar a tensão: 

Creio não precisar descrever mas detalhes da peça que se desenrola diante de vossos perplexos (ou não) olhos. A situação é tensa.

Talvez isso seja uma "noia" afeta a alguém que tenta ver lógica em eventos humanos (é... eu tento), e, percebendo que há uma lógica nestes fatos (Irã em crise com EUA, EUA em crise com China + histórico de "resolução de problemas" dos EUA = guerra), não há como não ficar cogitando coisas. Do pouco conhecimento de história que tenho, lembro muito bem de perceber que todo "grande império" cai guerreando, cai em função de alguma "grande derrota bélica".

Parece "excêntrico", estranho ou até exagerado falar em "guerra", não? O assunto talvez não não seja dos mais cômodos, confortáveis - tipo corrupção: por mais que seja um problema imenso, dá gosto falar sobre, há até uma adrenalina, diferente desse assunto de "guerra"... que lembra muito comida de hospital, sei lá... é algo bem estranho de se falar.

A grande questão que fica é: "que que temos nós, meros atores tupiniquins, a ver com tudo isso!?"

Não sei. Muita coisa pode ter de importância, ou nada. Dependerá se nosso país resolver encampar alguma posição heroica e se embrenhe no fogo cruzado - caso em que eu estaria ferrado, pois servi no NPOR e, segundo dizem, sou Aspirante-à-Oficial da reserva (lembra do "aspira" do Tropa de Elite?... é algo do tipo). - ou, o Brasil fique de boa e deixe a galera se carnear na guerra, enquanto desenvolvemos uma economia autossuficiente, com desenvolvimento de tecnologias próprias e tal. Pensando bem... (¬¬ algum vizinho SEM NOÇÃO acaba de ligar o som em níveis estratosféricos com a música "Sou foda na cama eu te esculacho...Na sala ou no quarto...No beco ou no carro ...", versão sertaneja... diuna!!!!!)... (desligou)... onde estava... ah!... Pensando bem, a ideia dessa guerra pode ser bem utilizada pelo Brasil.... mas aí retomamos ao pensamento do senhorzinho lá de Ulm e aí as coisas descambam pra outra linha...

Qual o preço de uma... UMA... vida...? Românticos acreditam que ela não tem preço (tipo... Master Card... : P) .. como me filio a essa forma de ver a vida, devo confessar que vejo essa coisa toda como uma perfeita idiotisse!!! Um absurdo levado a cabo por senhores bem vestidos e com muito dinheiro no bolso... e o cômico absurdo: deram um prêmio Nobel da Paz pro cara!!!! Porco sacramenha!!! Conheço muita gente anônima que mereceria o prêmio ao invés do obaminha...

Bom... declaramos uma guerra às restrições do S.O.P.A. e P.I.P.A. Talvez devêssemos declarar uma guerra, antes, á própria guerra. O mesmo senhorzinho de Ulm disse certa feita: "n
ão sei como será a Terceira Guerra Mundial, mas poderei vos dizer como será a Quarta: com paus e pedras..."

Absurdos... uma tragédia que, de tão ilógica pode ser confundida com uma comédia! Comédia, pois a galerinha que tá fazendo isso segue bem o "ethos" ilustrado pelo vídeo abaixo... Lá temos consumistas e materialistas inveterados, aqui, uma ignorância generalizada, expressa pela adesão massiva à subculturas geradas como dejeto econômico-educacional, àqueles que concebem a felicidade como resultado da superação de uma série de hábitos... é querida plateia, tragédia... trata-se de uma tragédia!

 

Ahhhh... não falamos em Israel... Síria... Primavera Árabe... Rússia... teorias da conspiração...  etc etc etc... em suma, pode-se enlouquecer - pode-se não, enlouquece-se - refletindo sobre isso. E hoje é domingo, de sol - um belo dia. Gostaria de falar sobre coisas, sei lá, mais agradáveis. Caros... "I have a dream", e é um "dream" bonito, legal... bem de boa mesmo, certamente bem assemelhado aos "dreams" de vocês... 

Mas... parece que nossa querida "societatis" não compartilha do mesmo. Pena, seria tão legal!

Meu pai acaba de entrar em meu quarto... conversamos um pouco sobre o assunto aqui tratado. Ele fez uma colocação que vem bem a calhar: "com tanta coisa pra se preocupar, com tanta coisa por desenvolver... não dá pra entender como os caras fazem isso!"

Grande Sr. Claudemir! Com sua percepção de pequeno empreendedor consegue ilustrar com fidelidade um defeito econômico da guerra: ela é cara, em todos os sentidos, tanto em custos materiais como humanos. Há quem diga o oposto, que a  guerra "renova a economia"... francamente... não creio ser o caso, ou melhor, talvez até seja, até hajam alguns "avanços", mas não acredito que eles possam ser superiores a avanços conquistados por uma postura pacífica e racional...

Complicado. Ao que parece, 2012 realmente será um ano "sui generis"!!!

^^

3 comentários:

  1. A guerra é ótima pra economia (dos EUA). Os donos e acionistas das empresas que fornecem os materiais saem com os bolsos cheios. E adivinha quem paga a conta?
    Sem falar que depois de "implantar a democracia" os empresários americanos ganham de novo pra reconstruir o país destruído. E, de novo, adivinha quem paga a conta?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ahhh sim... isso é fato mesmo. Mas o que torna a colocação válida é justamente o item em parenteses: (dos EUA). Eu diria mais... (parte dos EUA), visto que o dinheiro arrecadado com a mobilização bélica vai para grandes corporações, sendo que pouco do montante levantado com o conflito é direcionado para a população em geral por meio de serviços Estatais (tipo saúde, educação, etc), o que ATÉ PODERIA justificar a guerra como uma filosofia econômica válida - PODERIA...

      Excluir
  2. Faaalaaa Tiagão, li seu post e concordo com o tadiotto. Uma forma dos EUA se reerguerem é com a industria bélica. O país tem isso já em sua cultura. Posso estar enganado mas ouvi falar que quem paga as custas da guerra é o país perdedor. Imagine reacender a economia de um país por conta de outros. É fato. no que depender dos EUA, a guerra irá ACONTECER.

    ResponderExcluir